O Governo não afasta a possibilidade de reduzir a carga fiscal... para as empresas.
As confederações patronais apresentaram uma proposta conjunta, pedindo menos impostos, "por forma a relançar o consumo e o investimento privados". O secretário de Estado do Trabalho, Luís Pais Antunes, admitiu que «é possível, num pacote global de medidas, que todas elas possam ser consideradas».
Por seu turno, João Proença, da UGT, mostrou-se indisponível para aceitar uma redução dos impostos para as empresas, como pretendem os patrões.
«Não estamos disponíveis para subscrever um desagravamento fiscal das empresas», disse, acrescentando que «as empresas, em Portugal, já pagam poucos impostos, pelo que não podem pagar menos».
Já Carvalho da Silva, da CGTP, argumentou que "para relançar o consumo" preferia que se discutissem questões concretas, como o aumento dos salários.
Sobre a proposta do patrões, Carvalho da Silva apontou que é cedo para ter uma opinião definitiva, prometendo estudar melhor o assunto.
A redução de impostos é só para alguns... esta é a política fiscal deste governo. Cobrar menos aos mais ricos, enquanto que os outros é que aguentam a crise (em muito, acentuada por esta coligação à direita,... muito à direita)
Afixado por: Mário Reis em fevereiro 25, 2004 08:22 PMCaros:
Deixem-se de tretas...qualquer pessoa sabe que para relançar a economia é necessária uma redução da carga fiscal das empresas. É ou não é necessário relançar a economia? Uma economia pode fortalecer, e melhorar as condições dos mais pobres... ou não?
Cumprimentos
qd acaba esta covardia conservador?
qd poes aqui o teu mail?
é esta a tua democracia?
não dás direito de resposta?
Afixado por: golfinho em fevereiro 25, 2004 09:14 PMCaro golfinho:
Penso que isto se trata apenas de um espaço de debate, em que cada um conivente com os seus ideais, pode ou não colocar as suas opiniões. Penso que ainda não ofendi ninguém, e tento discutir os assuntos, segundo aquilo que penso. Perguntas-me porque utilizo um nickname: - não sei! Chamo-me João Alves, e o meu mail é joaomgda@yahoo.com.br . Ninguém do Grão de Areia tinha ainda feito nenhum comentário, e penso que não será a atitude deles, a que referes: banir pessoas, segundo o IP! Trata-se apenas de um espaço de debate. Poderemos debater ou não?
Cumprimentos a todos.
PS - As pessoas têm refutado as minhas ideias com argumentos e não com perguntas. Espero que assim o faças. Bem como, espero a resposta do Bernardino Aranda, editor desta entrada, às questões levantadas anteriormente.
Por aqui me fico
Afixado por: Conservador em fevereiro 26, 2004 12:58 AMobrigado conservador!
a questão nao era a de debate de ideias, nem de te banirem, deixei isso bem explícito, é apenas uma forma de ética na rede, as pessoas se identificarem de qualquer modo. Como pode ver, sempre que carrega no meu nick é dirigido a um site.
Agora está tudo num plano de igualdade. Obrigado. Deu-me uma lição de Democracia!
Espero também antes de manifestar a minha opinião sobre a quest~~ao fiscal (que tenho, e que posso adiantar, não é só ir buscar receitas, é preciso cortar nas receitas, sobretudo nas dos "boys e girls" e não dos que ganham 1000 euros por mês... ficoi por aqui)
Afixado por: golfinho em fevereiro 26, 2004 05:17 AMp.s. tretas é uma palavra "exagerada" para que haja um bom debate democrático não acha?
Afixado por: golfinho em fevereiro 26, 2004 05:18 AMp.s. 2 onde referi cortar receitas, queria referir cortar nas despesas...
Afixado por: golfinho em fevereiro 26, 2004 05:20 AM1. Começo por dizer que creio que é totalmente ciber-etico assinar com um nick sem fazer a ligação ao mail.
Eu posso querer participar num debate, mas sem querer que me importunem pessoalmente… Já para não falar na possibilidade de retaliação junto das caixas de correio, devido a desentendimentos políticos.
2. Pegando no que disse o conservador, na preocupação de relançamento da economia. Ele tem toda a razão! Há que pensar como conseguir isso! Agora, eu concordo com o Carvalho da Silva, que diz que essa questão tem de nos levar ao crescimento real dos salários, às políticas de emprego, ao crescimento das pensões, etc…
Ao contrario do gajo da UGT, não rejeito liminarmente a redução de impostos para as empresas: Por exemplo: se se fizesse um efectivo combate à fraude e evasão fiscal, de preferência, conjugando isso com uma reforma fiscal que aliviasse o peso a uns e agravasse a outros (melhorando o nível de justiça fiscal) poderia reduzir-se globalmente a carga fiscal.
Reparem que um café que hoje paga zero de IRC (boa parte deles), se passasse a pagar o que é devido realmente, poderia ficar totalmente “à rasca”… Por outro lado, se passassem a pagar – imaginemos – 10 Euros por ano, por metro quadrado de estabelecimento, tratava-se de uma redução do imposto ao mesmo tempo que se aumentava a receita… mais importante de tudo: simplificava-se o sistema fiscal para os estabelecimentos de restauração, ao mesmo tempo que se tinha um sistema que era mais fácil de controlar.
Isto para dizer: Tem de realmente pensar-se na forma de relançar a Economia. Não a favor de alguns, mas a favor de todos… Para isso há que debater aprofundadamente e criativamente nas formas de o fazer, nomeadamente na questão da reforma fiscal.
Assim, já nos entendemos. Quando falava em uma redução fiscal, era uma redução fiscal justa, e que fosse acompanhada de instrumentos fortes que combatessem a evasão fiscal. Concordo com algumas coisas que o que o Bernardino disse, e como o disse neste comentário. Mas então porque não foi o expressou da mesma forma aquando da introdução deste "artigo". Caso fosse mais opinativo, poderia-se concordar ou discordar com medidas concretas (que foram apresentadas neste comentário).
Afixado por: em fevereiro 26, 2004 04:49 PMO comentário passado foi escrito por mim. Desculpem!
Afixado por: Conservador em fevereiro 26, 2004 04:57 PME que tal, em vez de se reduzir a carga fiscal às empresas, voltar a por o IVA como estava, o salário minimo subir para os € 500 mensais?
Assim haveria mais capacidade de poder consumir...
Mas pronto...ninguém me ouve...
Os sindicatos em vez de lutarem por 3%, que lutem pelos €500.
Essa é a minha proposta.
Vá, chamem-me sonhador...
Mas outro mundo não é o nosso sonho?
Abraços
Marco
Afixado por: Marco Alexandre em fevereiro 26, 2004 05:17 PM"...tecnicamente a retoma está em curso, desde o segundo semestre de 2003, mas ainda não é sentida pelos portugueses.”
Luis Delgado, Diario Digital
Pois é, eu não sinto retoma alguma. Vocês sentem-na (a retoma)?
Na minha opinião uma reforma fiscal justa que permita algum desafogo ao país faz-se do lado das receitas e das despesas. Nas receitas obriga-se as empresas que não pagam a pagar e alivia-se os trabalhadores por conta de outrém de pagarem tanto como pagam agora. Do lado das despesas faz-se cortando com o investimento público desnecessário e aumentando o investimento público urgente. Se a obra do Guterres o Euro 2004 ficasse para as calendas gregas, quantos hospitais, quantos jardins, quantas auto-estradas e caminhos de ferro se podiam fazer?
O problema desta questão é que ninguém tem coragem de fazer uma reforma fiscal que defenda quem trabalha e produz neste país.
A questão fiscal é talvez a mais importante de todos os dramas nacionais: não só por uma questão de justiça, mas também como fonte de receitas para o Estado que se irá reflectir em muitos sectores da sociedade, desde a saúde, é educação, etc. Se os que fogem ao fisco cumprissem o seu dever, o défice estatal seria eliminado e ainda sobraria muito dinheiro, para o investimento que tem faltado nos últimos tempos.
A questão do relançamento da economia não passa só pelas empresas, mas por todo o sistema económico, consumidores inclusive. Portanto para este relançamento é necessário que aumente o consumo, e para isso é necessário que haja poder de compra dos consumidores, que por sua vez o tem de conseguir nos ganhos das empresas. É uma autêntica bola de neve em que não há principio e fim, mas um circulo permanente. Assim só uma acção conjugada sobre todas as vertentes da questão dará o resultado desejável.