No editorial de hoje de JMF no Público (quem poderia ser!) faz-se a alusão a uma fotografia perfeitamente descontextualizada e manipuladora (que o próprio Público editou), de uma pessoa que estava na manifestação pela Paz de dia 20 e que utilizava um cinto de explosivos, fingindo-se de terrorista. É triste que o director deste jornal queira ser um manipulador de opinião pública, e que não se informe ao menos o que faria aquela pessoa no meio da manifestação! A este propósito e para que se esclareça a situação, aqui fica transcrita a resposta do grupo ambientalista, o GAIA, que participou na manifestação de dia 20 de Março:
"Caro José Manuel Fernandes,
Foi com grande surpresa e indignação que me deparei hoje com o seu editorial no Público, onde surge uma alusão extremamente negativa a uma encenação que o GAIA preparou para a manifestação pela paz em Lisboa do passado dia 20. É lamentável que o Director do Jornal Público utilize uma imagem fora de contexto para fazer valer a sua opinião sobre as questões da guerra e, mais particularmente, sobre os movimentos sociais que defendem a paz e o fim da guerra.
O Sr. José Manuel Fernandes, ao invés de procurar informar-se sobre o que escreve e presenciar aquilo sobre o que fala, prefere pegar numa imagem e usá-la a seu bel prazer. Cabe-me informar-lhe, para que não permaneça a desinformação aos leitores, que essa imagem, contendo um Bin Laden e dois terroristas com cintos de bombas, é parte de uma encenação onde do outro lado se encontra o Presidente Bush com dois soldados americanos. À volta de Bin Laden e de Bush circulam executivos sem rosto de multinacionais do petróleo e do armamento. Ao meio, agitados por uma corda, civis apelam à paz.
Ora, se efectivamente se tratasse de uma homenagem, ela seria tanto ao Sr. Osama e ao seu esquadrão terrorista, como ao Sr. Bush e aos seu exército. Se com a afirmação que fez pretendia afundar o movimento com o anti-americanismo, então, desculpe-me que lhe diga, falhou redondamente. Falhou também como jornalista, ao demonstrar uma perigosa parcialidade na análise das questões da actualidade; e como Director de um jornal ao enganar os seus próprios leitores.
A encenação era uma homenagem. Uma homenagem à paz e aos civis que todos os dias se somam às vítimas da guerra e do terrorismo. No Iraque, na Palestina, em Israel, nos Estados Unidos ou em Espanha. O Sr. José Manuel Fernandes e, por inerência, o Jornal Público, acabou de acrescentar mais uma vítima à lista - a verdade."
Gualter Barbas Baptista, pelo GAIA
Publicado por andre em março 24, 2004 06:14 PMOs editoriais e artigos de JMF são sempre imbecis, com falsa informações e muito pouco esclarecedores. São um autêntico atentado à inteligência. O Público, só perde com este editor, e com a edição destas imagens, e deve pagar com isto. É pena é que com estas notícias, estas jornal de referência, vai-se destruindo. Quem manipula para que JMF possa estar no Público?
Afixado por: José Sampaio em março 24, 2004 07:14 PMTrata-se de uma clara e pura manipulação levada a cabo pela edição do jornal Público e orquestrada pela sua direcção. É uma manipulação cuja resposta deve ser dada pelos organizadores da manifestação, entre eles a ATTAC.
Abraço
Caro Mário:
Já foi enviada uma declaração ao provedor do leitor do Público , por um dos membros da direcção da ATTAC, repudiando esta situação e repondo a verdade.
Abraço
Como podem ter reparado a resposta do Público, perante este caso, foi absolutamente nula.
Afixado por: Zé em março 25, 2004 10:16 PM