No momento exacto em que o enviado especial das Nações Unidas ao Iraque alertava o Conselho de Segurança para as consequências dramáticas de um banho de sangue em Falluja, as tropas dos EUA começavam a bombardear a cidade. Por si só, esta coincidência dirá muito sobre o papel acrescido que Bush quer dar à ONU nos planos da "transição". Já restam poucas esperanças de evitar banhos de sangue em Falluja e na cidade cercada de Najaf, onde os EUA anunciaram a morte de 64 guerrilheiros nesta terça feira. Do lado norte-americano, 115 soldados morreram desde o início do mês, o que iguala o número de baixas sofridas entre o início da invasão e a declaração de vitória. Mas como diz este colunista do The Nation, a vitória não está à vista e quando a guerra acabar só lhes restará um merecido sentimento de vergonha.
Publicado por luisbranco em abril 28, 2004 02:55 AMO Iraque não terá uma solução pacífica enquanto os EUA tentarem comandar aquela zona. Muitas mortes já ocorreram, e muitas mais virão a ocorrer.
Afixado por: Mário Reis em abril 29, 2004 12:34 AM