As fotografias das vítimas de tortura nas prisões iraquianas chocaram o mundo. Nada que possa constituir uma absoluta surpresa, pelo menos para pessoas minimamente informadas, tendo em conta o que se vem passando desde há dois anos na base militar norte-americana de Guantanamo. Mas o que poucos sabem é que as pessoas que conduzem os interrogatórios nas prisões iraquianas não pertencem ao aparelho militar norte-americano propriamente dito, mas a empresas privadas subcontratadas pelo Pentágono. O segundo maior contingente militar mobilizado em território iraquiano pertence a empresas privadas de segurança, as quais empregam entre 20 mil e 40 mil pessoas. E não se tem bem a certeza sobre quem controla estes militares, se o Departamento de Estado ou se a própria direcção da empresa. Perante o agravamento da situação no Iraque, os norte-americanos viram-se obrigados a recorrer a estas empresas privadas de segurança para suster a falta de operacionais no terreno. Um negócio altamente lucrativo! Várias empresas de segurança informaram que os seus lucros aumentaram pelo menos cinco vezes em comparação com o ano passado, passando de 360 mil milhões de dólares para mais de um bilião e 800 milhões de dólares! Números que certamente deliciam os presidentes destas empresas. Percebe-se assim o interesse destas empresas em manter importantes aliados no seio da Casa Branca. E percebe-se assim que lhes interesse grandemente viver num período de guerra constante. Mas isto são apenas suposições minhas.
* texto baseado no artigo “Privatizar a guerra”, de Tony Jenkis, publicado na última edição do jornal semanário “Expresso”.
Publicado por gustavosampaio em maio 18, 2004 04:10 AMEstes funcionários/mercenários não foram denunciados perante a opinião pública, e muito menos correm o risco de serem julgados num tribunal militar. Existeem muitas empresas norte-americanas, ao serviço do pentágono, que inclusive (segundo li)nas suas páginas online aceitam candidatos a "interrogadores". Estas notícias são desastrosas. É que a contratação destas firmas, permite aos EUA não terem responsabilidades directas políticas e legais. Acresce-se o facto de que estas firmas não estão incluídas no orçamento de estado (ou para a guerra). O que permite que ainda se criem fundos bélicos extraordinários. No entanto, este processo de privatização do exército já tem mais que uma década. De certeza, que Halliburton (de Dick Cheney) estará ao barulho.
Afixado por: Mário Reis em maio 20, 2004 09:07 PMpior que isto nao exuste
Afixado por: em maio 24, 2004 02:19 PMque brutalidade
Afixado por: ireneu em maio 24, 2004 02:22 PM