
Estive a ouvir a entrevista ao magnata brasileiro que é dono do Rock in Rio – Roberto Medina – e fiquei impressionado com a conversa de evangelista da banha da cobra que ele tem.
Claro que o jornalista estava maravilhado com aquilo tudo: os 3 minutos de silêncio pela paz no mundo; os lencinhos brancos; o “movimento Rock in Rio” que ajuda as criancinhas e os pobrezinhos em todo o mundo…
A única vez que se falou de alguma coisa de concreto foi quando a responsável do Rock in Rio Lisboa (qualquer-coisa Medina, filha do empresário) anunciou que o festival ia contribuir com 250 mil Euros para uma associação internacional (não me lembro do nome) de ajuda às crianças, e apelou a que todos estivessem presentes neste grande festival de “alegria, paz e solidariedade”.
Até onde vai o desplante destes homens de negócios? Só da Câmara Municipal de Lisboa, a Organização do Rock in Rio recebeu 1 Milhão de Euros!
Porquê tanta publicidade gratuita ao suposto “rock social”, quando tudo se resume tão claramente ao velho Show biz de sempre, mas ainda mais massificado e artificial…?
É verdade. Contudo é este espírito empreendedor que faz com que o festival brasileiro seja superior aos pequenos festivais portugueses. E o cartazé aliciante!
Depois das seitas religiosas só faltava isto?
A propaganda faz milagres!
Eu gostava era de ver as continhas todas apuradas, saber quem? ganhou o quê?
Será que chegará o dia, em que o cidadão comum se aperceba em tempo real, que o estão a usar?
Rock social? a 53 euros cada entrada? Social só se for no Brasil!
Afixado por: vmar em maio 31, 2004 11:32 AMÉ! Pelos vistos é muito mais negócio e muito menos social. É muito mais solidária a União Europeia para com as vacas que estão recenseadas: 2,5 dólares diários para uma população de 21 milhões! Mas que o social é um negócio rentável, não ficam dúvidas. Se acaso as houvesse!
Afixado por: Placard em junho 3, 2004 07:13 PM