maio 30, 2004

II Encontro Nacional da ATTAC

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A pedido de várias famílias, aqui fica um pequeno relato/resumo sobre a Assembleia-geral da nossa magna associação.
Antes uma nota para sublinhar que os documentos oficiais votados e as decisões que saíram desta Assembleia se encontram - ou ficarão brevemente disponíveis - na página oficial da ATTAC, podendo também ser encontrados a circular nas nossas listas de discussão.

A contextualização desta Assembleia deve incluir duas referências obrigatórias: por um lado o facto desta Assembleia ter já sido adiada por 2 vezes, e por outro o desgaste evidente da que era então a Direcção da ATTAC.
Obviamente que as duas questões estiveram relacionadas.
E se bem que a decisão de só marcar a AG para início/meio de Abril (devido ao esforço realizado na preparação das acções do 20 de Março) foi acertada, a impossibilidade da sua concretização nessa data fez-nos chegar a uma sequência de celebrações impossíveis de conciliar com a AG: o 25 de Abril e o 1º de Maio. E assim lá nos acabámos por encontrar no passado dia 22.

O desejo de ter um momento de relançamento das nossas actividades fez-nos apostar em alargar esta IV AG da ATTAC também para um II Encontro Nacional, abrangendo o teor do evento para um necessário debate sobre o estado das coisas.

A mobilização foi a possível, a adesão poderia ter sido maior. Em troca o espaço encontrado foi bastante bom. O Instituto Franco Português recebeu-nos nas melhores condições possíveis, tendo mesmo manifestado vontade de continuar a colaborar com a ATTAC.

Os 3 pontos da agenda reuniam a obrigatória discussão sobre o Balanço de Contas do ano transacto, a discussão sobre o Plano de Acção para 2004 (já aprovado na AG anterior) e a eleição da nova Direcção.

A discussão das contas de 2003 (geralmente pouco entusiasmante para a maioria das pessoas) saldou-se por uma aprovação das mesmas após a constatação de alguns pontos: por um lado deficiências na cobrança de quotas individuais (pouco aproveitamento dos eventos realizados), mas por outro a existência de uma grande quantidade de merchandise e material de propaganda da ATTAC ainda disponível.

O debate sobre o Estado das coisas e o plano de acção foi interessante no sentido de se terem abordado algumas questões importantes na vida da ATTAC: ouviram-se vários entendimentos sobre o que foi este ano e meio de existência da ATTAC, as suas dinâmicas, os seus objectivos, as suas formas de acção, a participação no Fórum Social Português e nas campanhas contra a guerra.
Reconheceu-se o importante papel desempenhado nessas frentes e assumiu-se a necessidade de reforçar o trabalho de reflexão sobre as áreas mais caras ao nosso discurso: a abordagem económica, a fiscalidade, a contestação à financeirização da economia e à mercantilização da vida.
De referir neste ponto a votação de um apelo elaborado pelo Grupo de Trabalho de Economia e Finanças sobre a Taxa Tobin e paraísos fiscais, com o objectivo de o entregar aos vários grupos parlamentares e partidos que concorrem para as eleições europeias.

A eleição dos novos corpos sociais realizou-se paralelamente a esta discussão, tendo sido eleita a única lista proposta, donde sobressaem alguns dados: só se mantém 6 pessoas da última Direcção, sendo que algumas passaram para outros órgãos; houve uma substancial melhoria no equilíbrio de géneros (mais senhoras presentes nestes corpos sociais!); diminuição da média etária; e manutenção da ligação com o sector sindical, com o qual a ATTAC tem mantido boas relações.

Trabalhemos tod@s para que este seja mesmo um relançamento das nossas actividades e que na reentre já em Outubro tenhamos um II Curso da ATTAC ainda melhor do que o primeiro.

Publicado por davidavila em maio 30, 2004 12:44 AM
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