Uma semana depois de vir abrilhantar o Rock in Bela Vista, Gilberto Gil participou no quinto Fórum Internacional de Software Livre, realizado em Porto Alegre. Em nome do governo brasileiro, defendeu uma "reforma agrária" na propriedade intelectual, tendo no software livre um dos seus instrumentos fundamentais. O Fórum serviu para o lançamento das licenças brasileiras Creative Commons, uma alternativa ao "copyright" a que Gil já aderiu, tornando-se o primeiro artista brasileiro a fazê-lo publicamente.
Quem não está a gostar nada desta orientação política - que inclui a introdução do Linux na administração pública - é a Microsoft, que acusa o governo brasileiro de ser "influenciado pela ideologia". Para combater isso, a filial brasileira de Bill Gates prepara-se para financiar as campanhas eleitorais autárquicas que garantam um travão a estas medidas, alertou o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Para ter uma ideia dos montantes em causa, só em 2001 o governo brasileiro gastou cerca de US$ 1,1 bilhão com o pagamento de licenças de programas para computador. Dentro de alguns anos, o Brasil - a par da Alemanha, França e China, que também desenvolvem projectos semelhantes na administração pública - pode passar para a vanguarda da investigação e uso de software livre, deixando assim de depender da "ideologia" do sr. Gates: ter o planeta inteiro refém do seu software e a pagar pelas suas licenças de utilização.
Para quando uma seccao portuguesa do creative commons?
Afixado por: Joao em junho 30, 2004 04:36 PMsilogismo;
eu sou pobre.
bill gates é o homem mais rico do mundo,
dizem-me que dei uma esmolinha a bill gates
foda-se!
também o bill gates pode meter o dinheiro pelo cu dentro. caguei nele.
Afixado por: cândida em julho 1, 2004 02:43 AMO problema e que o silogismo repete-se ad naseum!!