Comunicado da Direcção Nacional Da ATTAC-Portugal
5 Julho 2004
A demissão de Durão Barroso e a sua ida para Bruxelas exige duas leituras.
1. Por um lado, o presente acordo entre os chefes de Estado dos países da União Europeia que leva Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia é a vários níveis preocupante. Ainda que num contexto de opção por um candidato de consenso – e, portanto, no panorama actual, um candidato o mais fraco possível – significa a chegada de uma linha política marcada, antes de mais, por duas guerras fundamentais:
- A guerra à paz promovida por Durão Barroso, Blair, Aznar e Bush, declarada na Cimeira das Lajes e combatida nas ruas de centenas de cidades europeias por largas multidões.
- A guerra aos direitos sociais mais elementares que, diversamente, caracterizam a ideia de um modelo social europeu, guerra esta que tem sido enfrentada pela resistência de diferentes movimentos sociais, dos movimentos sindicais a novos movimentos emergentes.
As políticas seguidas por Durão Barroso em Portugal não auguram, a este respeito, nada de bom para os cidadãos europeus. O argumento de que a eleição de um português para tal cargo merece o contentamento de todos os portugueses na medida em que ela beneficiaria o país, não só pressupõe uma suspeita de lobbies, favorecimentos e cunhas no funcionamento da União Europeia, como é mais uma forma de, em nome de uma qualquer “unidade nacional”, dificultar a livre expressão das divergências políticas.
Em nosso nome não. Em nosso nome, o projecto europeu merece outros protagonistas, uma outra política capaz de refundar democraticamente a Europa. Em nome de uma política de justiça social e de combate à guerra.
2. Por outro lado, o actual estado da situação politico-institucional em Portugal mostra quão facilmente muitos dos principais protagonistas políticos vêem na democracia apenas um meio de exercício de poder. A enorme falta de vontade política em realizar um escrutínio eleitoral reflecte uma visão empobrecedora e utilitarista da democracia, em que a natureza do processo democrático é secundarizada, sendo reduzida a dúbias interpretações formais e jurídicas.
Assim, a superação desta crise não pode depender de um qualquer conselho ou congresso partidários. Há que dar a palavra ao povo português, convocar eleições legislativas democráticas já!
Publicado por andre em julho 5, 2004 03:24 PMMuito bom blog. Vou linkar no "boémias".
Afixado por: ventura em julho 6, 2004 03:33 PMO comentário é sobre o post das drogas. Olha, sou escritora de livros infanto-juvenis. Estou com um original exatamente sobre drogas. Nenhuma editora ainda se interessou e, ao meu ver, é porque escrevo um pouco contra a corrente do lugar comum, da idéia de vincular combate às drogas pela arte e pelo esporte, etc. Caso alguém esteja interessado em ler, é só me ecrever que eu mando o texto.
Eu adoraria. Tenho muito interesse nessa ques´tão e fiquei muito curioso com esse conto
Afixado por: Bernardino em julho 7, 2004 01:13 AMÉ pá, o homem arranjou um emprego melhor..acho bem..ai queriam cherne?? comam torresmos
Afixado por: saridon em julho 9, 2004 01:05 AM
Excelente! o blog esta mt bem conseguido!
Vou linkar-vos ao http://thiswayormaybenot.blogspot.com/
Cheers
ThisWay
Afixado por: Thisway em julho 28, 2004 03:03 PM