
«França quer fim do embargo à China» *
«O Presidente francês, Jacques Chirac, defendeu o fim do embargo europeu de venda de armas à China. «A França é favorável à eliminação do embargo», afirmou Chirac, numa entrevista à agência de notícias chinesa Nova China, cuja publicação coincidiu com a presença do líder francês em Hanói, a poucos dias da sua chegada a Pequim, em visita oficial.
Na mesma entrevista, o líder francês elogiou a relação bilateral entre Paris e Pequim, afirmando que, na sua opinião, a proibição europeia de venda de armas é obsoleta, o que pode ser lido como referência à melhoria na situação de direitos humanos naquele país. O embargo europeu foi decidido na sequência da repressão violenta do movimento da Praça Tiananmen, em 1989.
A questão de venda de armas europeias à China está a agitar as relações entre a UE e os Estados Unidos, a preocupar Taiwan e a dividir os próprios europeus. A França e a Alemanha apoiam o fim do embargo, enquanto vários países, tais como a Holanda ou a Suécia, estão contra esta opção. Paris já se pronunciou por diversas vezes a favor da medida.
Os países contrários à decisão estarão a privilegiar sobretudo a previsível reacção negativa das suas opiniões públicas, devido às informações sobre abusos nas práticas de direitos humanos.
Os que defendem a medida têm acima de tudo preocupações políticas e económicas. O fim do embargo poderá facilitar a sua relação com a China e facilitar a vida às empresas que estão naquele mercado. Por outro lado, a venda de armamento sofisticado que falta a Pequim será muito lucrativo para a indústria europeia de defesa.
Os Estados Unidos reagiram de imediato às afirmações de Chirac, criticando a posição francesa. Um dos responsáveis pela diplomacia americana, Gregory Suchan, disse em Bruxelas que os europeus «podem melhorar as suas relações com a China mantendo o embargo». Os EUA não escondem a sua irritação pelo projecto da UE.
No entanto, segundo acrescentou o mesmo subsecretário adjunto dos Assuntos Políticos do Departamento de Estado, não estão previstas retaliações contra os europeus, caso haja a decisão de acabar com a proibição da venda de armas. Mas o dirigente americano fala em «enorme decepção», isto independentemente de quem ganhar a corrida à Casa Branca. Para Washington, a eventual venda de armas europeias à China altera todo o equilíbrio estratégico na Ásia.»
* artigo publicado na edição de hoje do "Diário de Notícias".
Publicado por gustavosampaio em outubro 12, 2004 07:36 PMDebate «O legado de Marx nos 140 anos da I Internacional dos Trabalhadores». Cooperativa Árvore no Porto (nas traseiras do jardim da Cordoaria e do Palácio da Justiça), dia 15 de Outubro (6ª feira) às 21h30.
Participação de:
Francisco Martins Rodrigues (director da revista «Política Operária»); Ronaldo Fonseca (sociólogo e militante internacionalista); Ângelo Novo (ensaísta marxista independente); Tom Thomas (escritor marxista francês).
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Afixado por: qwerty em outubro 12, 2004 11:27 PMe o que dizer do levantamento do embargo à venda de amrmas à Líbia decidido anteontem pela Uião Europeia?
Afixado por: José em outubro 13, 2004 04:13 AM