
«A Otpor (Resistência), uma organização de jovens que foi crucial para atrair a massa crítica que votou contra Milosevic na Sérvia, em 2000, já não existe neste país. Mas um grupo irredutível continua a treinar-se em acções não violentas, e muitos formadores, declarados persona non grata na Ucrânia e Bielorússia, renovam o interesse internacional nas possibilidades de exportar a revolução democrática.»
«Os consultores de revoluções», por Svetlana Djurdjevic-Lukic, artigo publicado na última edição da revista "Única", parte integrante do semanário "Expresso".
O que dizer sobre esta espécie de comercialização internacional de revoluções políticas, como se se tratasse de um franchising? Um interessante sinal dos tempos de hoje...
Publicado por gustavosampaio em novembro 15, 2004 06:21 PMNão acrescentando nada mais à opinião de que a Otpor é apenas mais uma de muitas tentativas de comercialização e subversão das iniciativas revolucionárias dos povos por parte de certos grupos políticos e económicos, digo só que, por coincidência, no dia em que li essa reportagem, vi também na MTV que este mesmo canal premiou este grupo há uns anos atrás, numa cerimónia de entrega de prémios a outros tantos e iguais produtos musicais. Ou seja, entre a Optor e uma banda manufacturada pseudo-revolucionária, não há muita diferença, apenas que os primeiros alegam derrubar governos. É um pouco sinistro.
Afixado por: Pedro Guerreiro em novembro 16, 2004 01:03 AM