A ATTAC não pode nem deve ficar de fora das questões que condicionam poderosamente a vida das pessoas. É pouco provável que haja referendo europeu em Portugal, o directório europeu depois das derrotas em França e na Holanda parece estar rendido à estratégia de contenção de perdas do Sr. Blair: congelar o processo, e utilizar os tratados existentes para tentar chegar aos mesmos fins neoliberais.
No próximos dias 24 e 25 de Junho, os movimentos sociais, sindicatos e partidos, que fizeram o chamado "não" de esquerda francês, vão reunir com muitos movimentos da Europa para lançar uma série de iniciativas que conquistem o espaço para a construção de uma outra Europa - Não a da constituição europeia neiliberal, não a das directivas de privatizações forçadas, não a que permite trabalhar 70 horas e ganhar cada vez menos, mas uma Europa das pessoas, em que a dimensão social, cultural e ecológica sejam os valores princípais.
A ATTAC Portugal deve estar presente nestas acções, assim como deve dinamizar as discussões sobre a Constituição Europeia caso haja referendo. Uma associação que pretende "combater a ditadura dos mercados" não pode olhar para o lado e fazer como se nada se passasse. Em toda a Europa, as ATTACs dinamizam este debate, vamos fazer que em Portugal haja um debate europeista e anti-neoliberal sobre a constituição.
NUNO RAMOS DE ALMEIDA